quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Escolha



Não sei onde você estar agora
Nem ao menos sei quem é você.
Eu escolhi a solidão.
No escuro, não me parece uma boa escolha

Quando enfrente aos seus olhos
Ela, a solidão, parece ainda mais ridícula
Mas quando a sua imagem se desfaz em fumaça
Ela é a minha companheira

Sorte minha você não ser real
Assim, a sua presença não apaga a chama da solidão
E o espaço preenchido com sua voz
Nunca se torna pequeno demais para a ausência do som

Ah! O silêncio! Ele é reconfortante, carismático até
Não me sinto pequeno sem você
Sinto-me um universo: infinito e vazio

Logo, só. Solitário. Eremita. Sinto-me sem amor.

A Vaidade da Vida


Não escondo a vaidade
a vaidade que sinto por ter-te
Demonstro a beleza
a beleza que vejo em ti

Não me rogo a dor da saudade
a saudade da distância de ti
Apeteço o sabor dos seus lábios
os lábios que acalantam meu ser

Não fecho meus olhos em face da sua luz
sua luz que ilumina a punge do meu amor
Velo teu sono
teu sono que me desperta pela serenidade

Não choro quando da tua partida
tua partida que me faz em pedaços
Sorrio quando da tua chegada
tua chegada que me lembra: Estou vivo!