segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Reconhecendo O Amanhã e O Ontem

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Em meio à ingenuidade e o otimismo das comédias românticas dos anos 80, durante minha infância, construí uma estrutura emocional romântica, juvenil e até frágil. Vestido de cavaleiro alado encontrava nos olhos escuros de Karen uma infinita calma e certeza de que um dia estaríamos juntos.
Quando a perdi para as mudanças da vida, para o distanciamento e, por fim, para o câncer minha farsa pessoal já havia criado um abismo entre mim e a realidade.
Meu existir, em um breve primeiro momento, tornou-se rebelde, coberto de preto e decidi pongar à solidão. Esse novo personagem encontrou amigos, amigas e paixões. No entanto, seus casos e acasos sempre foram temperados com um distanciamento imposto pelo desejo de voltar à plenitude da solidão, ao encantamento da tristeza. Recluso, longínquo é assim que me faço presente.
Em um segundo momento, sucumbi às cobranças do amanhã e embarquei na busca da realização profissional. Inspirado pela força e beleza de minha mestre preferida, decidi tornar seu caminho referência para o meu. Caminho tortuoso e traiçoeiro um mestre possui. Porém, um anjo cabisbaixo já se tornara meu fiel escudeiro e, com os ombros pesados, ascendo e desço as escadarias da docência e da vida.
Aguardo as alegorias do terceiro momento. Há esperança que um novo anjo me faça companhia. Talvez um novo par de olhos escuros (quem sabe claros) me faça reencontrar a infinita calma e o entusiasmo da certeza.


One Queensridge Place
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